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Lagoa da Bomba passa por Avaliações

Publicado em 04/05/2010 às 00:00 - Atualizado em 20/12/2016 às 13:44

Imbituba caminha para o desenvolvimento sustentável através de ações importantes, como a construção do Sistema de Tratamento de Esgoto (STE) do bairro Paes Leme, um fato muito marcante e que deu inicio a discussões sobre o tema.

A oceanógrafa, Renata Domingos Nunes, explicou passo a passo o surgimento e agora o fim dos aguapés, que ocorreram devido à instalação do STE. “Os aguapés só surgem quando há necessidade, quando há uma grande concentração de nutrientes, no caso da Lagoa da Bomba, apareceram devido à presença do esgoto in natura lançado ali. Eles filtram a água, mas como a quantidade de esgoto é grande, os aguapés acabaram cobrindo toda a lagoa, causando outros problemas como a diminuição de oxigênio e a impossibilidade dos raios solares entrarem na coluna de água. Isto impede que haja fotossíntese e faz com que os peixes morram”.
A oceanógrafa disse que embora a rede de tratamento de esgoto esteja possibilitando a eliminação dos aguapés, os mesmos podem ressurgir, mas com o tratamento de esgoto eles não deverão cobrir a lagoa, o que permitiria que o oxigênio e os raios solares voltassem a atingir uma profundidade um pouco maior, fazendo com que a lagoa volte a ter vidas.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (SEDURB), Ramiris Ferreira, o Município busca as melhores alternativas para a recuperação da Lagoa, sendo que, o primeiro passo já foi dado com o STE e a adesão das residências. “A fase agora é de muita avaliação, técnicos da Unisul e CASAN estão realizando estudos através da coleta de água, acreditamos que teremos o resultado até o final deste mês”.

O presidente da Comissão formada para definir a tarifa do STE, o Engenheiro, Eduardo dos Passos Nunes, conta que na última reunião realizada com a diretoria da CASAN ficou definido que a mesma deverá apresentar uma alteração contratual que permitirá subsidiar parte da tarifa de esgoto aos munícipes, e só após a aprovação desta alteração é que a tarifa será novamente cobrada. “Enquanto isso devemos fazer nossa parte,  ligando nossa residência à rede coletora, isso aumentará a eficácia dos geradores, e assim vamos poder sentir cada dia mais os benefícios do STE”, informou.

A oceanógrafa, destaca ainda que na maioria dos municípios brasileiros, infelizmente, não há rede de tratamento de esgoto e que este foi um grande passo e de muita responsabilidade e compromisso do Governo Municipal para com o meio ambiente.